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Drogas e políticas de drogas na América Latina: sucessos, fracassos e desvios

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Daniel Mejía

Este documento analisa a evolução do tráfico de drogas, seus vínculos com o crime organizado e as políticas antidrogas na América Latina nas últimas décadas. A análise mostra um aumento histórico nos últimos 10 anos na produção de cocaína, o aumento de opioides sintéticos como o fentanil e a expansão da produção de metanfetamina. Apesar de décadas de estratégias orientadas a reduzir a oferta de drogas – incluindo a erradicação de cultivos, a interdição, a militarização e a guerra frontal contra o narcotráfico e as organizações criminosas ligadas a essa atividade ilegal – a produção e o tráfico de drogas na região atingiram níveis históricos, deslocando-se geograficamente e adaptando-se tecnologicamente às políticas de redução da oferta implementadas nos diferentes países.

 

Evidências empíricas mostram que as políticas proibicionistas tiveram efeitos limitados sobre a disponibilidade de drogas e, em vez disso, geraram altos efeitos colaterais, incluindo altos níveis de violência, corrupção e enfraquecimento institucional. Este documento também examina como as organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas evoluíram, diversificando-se em novas atividades ilícitas. Também são analisados os padrões de consumo na América Latina, que mostram um aumento preocupante na prevalência do uso de substâncias como maconha, cocaína e drogas sintéticas, principalmente entre os jovens.

 

Por fim, apresenta-se uma reflexão sobre a necessidade de uma mudança de paradigma nas políticas antidrogas, o que implica abandonar abordagens estritamente repressivas em favor de estratégias baseadas em evidências. Elas devem combinar políticas de segurança inteligentes e dissuasão focada, redução de danos, fortalecimento institucional, regulação de mercados e foco em saúde pública, para abordar de forma mais eficaz a complexa dinâmica do tráfico de drogas e do crime organizado na região.

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