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Crime organizado e direitos humanos na América Latina e no Caribe

Hernán Flom

Leslie MacColman

Marcelo Bargman

Na América Latina e no Caribe, o crime organizado priva milhões de pessoas de liberdade, segurança, dignidade e até de suas vidas. Os Estados contribuem direta e indiretamente para o descumprimento desses e de outros direitos humanos, por meio da proteção de atores criminosos, da desproteção de vítimas e testemunhas, da violação de direitos civis e da escassa promoção de direitos econômicos e sociais. Este documento oferece um modelo teórico que sintetiza a inter-relação entre o Estado e o crime organizado, em termos de violações de direitos humanos. Também demonstra a aplicabilidade do modelo por meio de uma análise regional do tráfico de pessoas e da extorsão, duas atividades criminosas predatórias que sustentam e fortalecem as estruturas criminais mediante o uso de pessoas vivas como ativos comerciais. O documento sintetiza as evidências empíricas e os consensos emergentes sobre como combater o crime organizado a partir de uma abordagem de direitos humanos, e conclui com uma série de recomendações de políticas públicas para os Estados nacionais e outros atores centrais na proteção e promoção dos direitos humanos.

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