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O complexo elo entre migração e crime organizado na América Latina e no Caribe

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Juan Vargas

María Micaela Sviatschi

Nicolás Cabra-Ruiz

Este documento examina a relação de reforço mútuo entre migração e crime organizado na América Latina e no Caribe. Argumentamos que a mobilidade populacional e a governança criminal fazem parte de um sistema interdependente no qual o crime organizado gera deslocamentos por meio de violência, extorsão e controle territorial, enquanto os fluxos migratórios criam novas rotas para criminosos se expandirem geograficamente, bem como para novos mercados a serem explorados por eles com fins lucrativos. Propomos uma nova estrutura conceitual para explicar esse ciclo e analisar as evidências empíricas disponíveis através de suas lentes, o que nos permite tanto determinar os mecanismos que ligam migração e crime organizado como informar caminhos de políticas. Embora as evidências sugiram que migrantes, como indivíduos, são em grande parte vítimas do crime organizado, a mobilidade em larga escala também pode facilitar a expansão das organizações criminosas. Nossa hipótese é que, ao reforçar narrativas incompletas que associam migração à insegurança, elas dominam a formação das percepções públicas sobre migração na região e incentivam políticas restritivas que aumentam sua irregularidade e a exposição de migrantes à predação. Mostramos que campanhas de informação podem parcialmente corrigir percepções aparentemente tendenciosas, e que o desenho de políticas é um importante mediador do nexo entre migração e crime. Especificamente, programas de regularização e proteção podem reduzir a vulnerabilidade dos migrantes e os lucros do crime organizado, enquanto a dissuasão e a exclusão podem fortalecer os mercados ilícitos. Os resultados ressaltam a necessidade de respostas regionais coordenadas que combinem a gestão da migração baseada em direitos com o fortalecimento da capacidade do Estado de enfrentar o crime organizado.

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